Cursar EAD exige, sem dúvida, competência técnica e tecnológica. Ainda que as páginas sejam elaboradas para facilitar a vida do aluno e os ambientes virtuais sejam planejados ( o nosso veio direto do Google! ) percebi que muitos sofrem mais pelo uso do computador do que pelas exigências do curso. Se pensarmos que grande parte deste público é de migrantes digitais, fica fácil perceber que é fundamental um bom suporte técnico para que não desanimem em função de uma ferramenta cujo intuito é facilitar a nossa vida. Basta pensarmos que todos (no sentido literal) são egressos da educação presencial que se compreende a ruptura de paradigmas que ocorre, sobretudo, no início do curso.
Muito se fala que o aluno EaD precisa de responsabilidade para se autogerir no processo de aprendizagem, pois agora ele é o seu próprio "fiscal", determinando o calendário conforme suas necessidades. Sabe-se que muitos desistem pela incapacidade de gerenciar o próprio tempo e suas prioridades, sobretudo em cursos totalmente a distância (exceto pelas avaliações). Liberdade exige responsabilidade, e só vence aquele que persiste.
Entretanto, é preciso que se discuta quanto desta evasão ocorre pela dificuldade em lidar com a tecnologia. Neste ponto, o papel do tutor é essencial, pois é ele que dá o suporte a este aluno que não possui os pré-requisitos para um mundo digital, mas que busca o aprendizado e tem coragem de encarar a evolução da educação. Mais do que técnico, o tutor é o seu amigo on-line, e é preciso confiar nele para estabelecer uma parceria, sabendo que estar distante não significa estar sozinho.
Este admirável mundo novo exige que sejamos resilientes, pois a diversidade tecnológica, que tantos benefícios nos traz, pode ser um empecilho quando não percebemos que compartilhar dificuldades é uma forma de vencê-las, pois em um mundo globalizado sempre haverá ajuda (mesmo que a distância).
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